Peregrinos de Santiago contam com mais um albergue de portas abertas desta vez em Cernache.
O novo albergue cito à Rua Álvaro Anes, em Cernache, aceita peregrinos do Caminho de Santiago como está a poucos minutos da estrada onde passam diariamente peregrinos em direcção a Fátima.
O albergue recebe-os independentemente do destino que tenham com as devidas limitações.
Com uma capacidade de 14 lugares (em 7 beliches) divididos por 2 quartos e duas casas de banho.
O albergue dispõe ainda de tanque para lavagem de roupa estendais e uma secadora de roupa, frigorífico e Micro ondas.
Só são admitidos ao albergue peregrinos a Santiago e de Fátima
Abertura às 14:00 e Encerra às 22:00
Pagamento: Donativo
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domingo, 8 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Casa Diocesana do Porto abre albergue para peregrinos
A Casa Diocesana -- Seminário de Vilar, no Porto, tem, desde ontem, um albergue para os peregrinos de Santiago de Compostela com 12 camas, cuja contribuição é livre e voluntária, disse à Lusa o cónego Álvaro Mancilha.
«O albergue é contíguo ao seminário, numa zona vedada, logo oferece segurança a quem lá está hospedado», afirmou.O diretor da Casa Diocesana lembrou que o albergue, foi inaugurado ontem às 15:00, é o resultado da transformação de uma casa desocupada, que era necessário rentabilizar, e onde foram investidos cerca de cinco mil euros em arranjos, pinturas, mobiliário e limpezas.
«O nosso objetivo é abrir a Casa Diocesana a todas as pessoas que fazem o caminho de Santiago de Compostela, independentemente da sua religião, para poderem descansar e, ao mesmo tempo, usufruírem das nossas exposições ou congressos», frisou.
Para dormir no albergue é necessário apresentar a credencial de peregrino, lembrou.
O cónego Álvaro Mancilha salientou que para os peregrinos que prefiram outro tipo de alojamento a Casa Diocesana dispõe de quartos com casa de banho privativa, internet, televisão e pequeno-almoço a preços reduzidos.
«Temos duas modalidades de alojamento para os peregrinos de forma a agradar a todos», afiançou.
Além disso, a Casa Diocesana tem ainda um "menu peregrino" de baixo custo.
Os Caminhos de Santiago são percursos percorridos pelos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela, Espanha, desde o século IX, para venerar as relíquias de Santiago Maior, um dos doze apóstolos de Jesus Cristo, cujo sepulcro se encontra na catedral com o nome desta cidade galega.
Regra geral, os peregrinos, cujo símbolo é uma vieira, fazem o caminho a pé, mas também pode ser feito de bicicleta, a cavalo ou até de burro.
A Casa Diocesana tem duas capelas e igreja, loja de arte e gastronomia, galeria de exposições, 14 salas de reuniões e conferências, auditório de 1280 lugares, cafetaria, bar e esplanada, restaurante e 90 quartos.
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Para recordar outros tempos.
O ANO SANTO EM COMPOSTELA 1915 - Cinemateca Portu…: http://youtu.be/YvWfvTKTHcI
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
Abrigo de Peregrinos da Azambuja
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| © amigos do caminho.pt |
A Santa Casa da Misericórdia da Azambuja passou num pequeno espaço junto ao largo da Câmara Municipal da Azambuja a acolher os peregrinos a Santiago como a Fátima.
O espaço com 7 Beliches (14 camas) Duche e Cozinha não está apto para receber grupos.
A morada é:
Abrigo Peregrino da Santa Casa da Misericórdia
Rua Engenheiro Moniz da Maia 65
2050-356 Azambuja
Ultreya e Suseia
Amigos do Caminho.Pt
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Caminhos de Santiago sinalizados no concelho de Coimbra
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| Copyright © 2014 Diário As Beiras |
Termina hoje a primeira fase de colocação dos marcos de sinalização dos Caminhos de Santiago de Compostela, abrangendo todo o concelho de Coimbra, desde a localidade de Orelhudo (a sul), até Fornos, no limite norte com o concelho da Mealhada.
Azulejos com o símbolo da “vieira” – desenho baseado na forma de
bivalves marinhos – acompanhados por uma seta com indicação do caminho,
já foram colocados em 90 paredes de casas e prédios à beira da estrada
(com a respetiva autorização de todos os moradores, sem que nenhum
tivesse recusado), bem como em 40 marcos de cimento com uma altura de 70
centímetros, equipamento utilizado em zonas rurais, onde não existe
qualquer outra estrutura física nos respetivos cruzamentos. Neste caso, o
Município de Coimbra mandou também fazer azulejos com o nome da
respetiva localidade, que acompanha a designada “vieira azul”.
Fonte: Diário As Beiras
sexta-feira, 20 de junho de 2014
INFORMAÇÂO: Albergue de S. Pedro de Rates
O Albergue de Peregrinos de S. Pedro de Rates vai entrar em obras de manutenção/conservação a partir do dia 23 de Junho, durante cerca de 3 semanas. Alguns espaços estarão condicionados, no entanto continuará a receber peregrinos.
Pedimos desculpa por possíveis incómodos, esperamos ser breves!
El Albergue de San Pedro de Rates va a iniciar obras de mantenimiento y conservación, a partir del día 23 de junio, y aproximadamente durante tres semanas. Algunos espacios estarán cerrados, no obstante, continuará pudiendo recibir peregrinos. Pedimos disculpas por las posibles molestias, y trataremos que sean lo más breves posibles.
Please be informed that the “Albergue de S. Pedro de Rates” will be partially conditioned for about 3 weeks due to maintenance works.
During this period we will continue to welcome pilgrims, thus, right now, we apologize for any inconvenience.
Die Pilgerherperge S. Pedro de Rates wird vom 23. Juni 2014 an einige Renervierungsarbeiten durchführen. Die Renovierungsarbeiten werden etwa drei Wochen dauern. In dieser Zeit werden wir auf reduziertem Raum weiterhin Pilgerinnen und Pilger empfangen. Wir bitten um Entschuldigung für mögliche Unannehmlichkeiten und hoffen, dass wir die Renovierung schnell beenden.
Nous vous informons que L’auberge de S. Pedro de Rates dès le 23 juin sera partiellement conditionnée, pendant trois semaines, sensiblement, à cause des travaux de conservation.
Pendant cette période nous continuerons à accueillir les pèlerins, nous nous excusons d’avance par les inconvénients.
Pedimos desculpa por possíveis incómodos, esperamos ser breves!
El Albergue de San Pedro de Rates va a iniciar obras de mantenimiento y conservación, a partir del día 23 de junio, y aproximadamente durante tres semanas. Algunos espacios estarán cerrados, no obstante, continuará pudiendo recibir peregrinos. Pedimos disculpas por las posibles molestias, y trataremos que sean lo más breves posibles.
Please be informed that the “Albergue de S. Pedro de Rates” will be partially conditioned for about 3 weeks due to maintenance works.
During this period we will continue to welcome pilgrims, thus, right now, we apologize for any inconvenience.
Die Pilgerherperge S. Pedro de Rates wird vom 23. Juni 2014 an einige Renervierungsarbeiten durchführen. Die Renovierungsarbeiten werden etwa drei Wochen dauern. In dieser Zeit werden wir auf reduziertem Raum weiterhin Pilgerinnen und Pilger empfangen. Wir bitten um Entschuldigung für mögliche Unannehmlichkeiten und hoffen, dass wir die Renovierung schnell beenden.
Nous vous informons que L’auberge de S. Pedro de Rates dès le 23 juin sera partiellement conditionnée, pendant trois semaines, sensiblement, à cause des travaux de conservation.
Pendant cette période nous continuerons à accueillir les pèlerins, nous nous excusons d’avance par les inconvénients.
sábado, 7 de junho de 2014
Feira sinaliza Caminho de Santiago
A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira sinalizou o Caminho Português de Santiago no Concelho e vai realizar uma caminhada inaugural no dia 15 de junho. Cerca de 60 azulejos, isolados ou afixados em marcos, identificam este percurso pedestre, de cerca de 17 quilómetros, que atravessa sete freguesias do território feirense e sinaliza quatro postos oficiais de carimbo.
O Caminho de Santiago estende-se pelas freguesias de Arrifana,
Escapães, S. João de Ver, Fiães, Lourosa, Mozelos e Nogueira da
Regedoura. A sinalética agora afixada destina-se aos peregrinos que se
deslocam a pé, a cavalo ou de bicicleta, num itinerário de peregrinação a
Santiago de Compostela. Os Bombeiros Voluntários de Arrifana, o Posto
de Turismo de Santa Maria da Feira, o Hotel Pedra Bela e os Bombeiros
Voluntários de Lourosa são os quatro postos oficiais de carimbo onde os
peregrinos podem carimbar as suas cadernetas.
“A Câmara Municipal pretende proporcionar a orientação dos peregrinos
em segurança, permitindo que conheçam e desfrutem da nossa história
local, dos nossos atrativos turísticos e hospitalidade”, refere Gil
Ferreira, vereador da Cultura, Turismo, Biblioteca e Museus.
Além dos mapas com informação sobre o percurso no Concelho, afixados
no mobiliário urbano e abrigos das paragens de autocarro, será
disponibilizado, numa primeira fase nos quatro postos oficiais de
carimbo, um desdobrável com informações úteis e informação turística.
“Estamos a desenvolver um projeto centrado no ‘menu do peregrino’ que
se pretende desenvolver em parceria com a restauração local, de forma a
potenciar a gastronomia da região e a proporcionar um prato dedicado ao
peregrino”, adianta Gil Ferreira.
Até 11 de junho, inscrições para caminhada
A caminhada inaugural do Caminho Português de Santiago em Santa Maria da Feira tem início marcado para as 9h00, no Largo Manuel Eduardo Rebelo (junto ao Monumento das Invasões Francesas, na Avenida da Buciqueira), em Arrifana, e termina na Rua da Castanheira, em Nogueira da Regedoura. A organização assegura transporte para o regresso.
A caminhada inaugural do Caminho Português de Santiago em Santa Maria da Feira tem início marcado para as 9h00, no Largo Manuel Eduardo Rebelo (junto ao Monumento das Invasões Francesas, na Avenida da Buciqueira), em Arrifana, e termina na Rua da Castanheira, em Nogueira da Regedoura. A organização assegura transporte para o regresso.
As inscrições encontram-se abertas até 11 de junho, no balcão de
apoio da loja Continente de Santa Maria da Feira. Para inscrever-se
basta adquirir compras no valor de dois euros em produtos não perecíveis
da marca Continente, que reverterão a favor do Mercado da Solidariedade
de Santa Maria da Feira. A todos os inscritos será oferecida uma
t-shirt Continente, uma garrafa de água, uma barrita energética e uma
peça de fruta. No final da caminhada recebem diplomas de participação.
sábado, 17 de maio de 2014
Novo Albergue Privado em Águeda
Abriu agora um novo Albergue de Peregrinos de Santo António de Águeda.
Trata-se de um albergue de gestão privada em Águeda que vem colmatar o encerramento no ano passado do Albergue de Peregrinos e Artistas de Águeda.
Mais informações em: https://www.facebook.com/albergue.peregrinosdeagueda.9?fref=photo
Trata-se de um albergue de gestão privada em Águeda que vem colmatar o encerramento no ano passado do Albergue de Peregrinos e Artistas de Águeda.
Mais informações em: https://www.facebook.com/albergue.peregrinosdeagueda.9?fref=photo
domingo, 11 de maio de 2014
La Peregrinación a Santiago en abril de 2014
Durante el mes de abril de 2014 en la Oficina de Peregrinaciones se recibieron 17.348 peregrinos; el anterior Año Santo en 2010 fueron 19.587. De estos peregrinos, 8.024 (46,25%) son mujeres y 9.324 (53,75%) hombres. A pie han llegado 15.443 (89,02%), en bicicleta 1.779 (10,25%), a caballo 99 (0,57%) y 27 (0,16%) en silla de ruedas.
PEREGRINOS POR SEXOS
Hombre
(53,75%)
Mujer
(46,25%)
PEREGRINOS POR MEDIOS
PEREGRINOS POR MEDIOS
Pie
(89,02%)
Bicicleta
(10,25%)
Caballo (0,57%)
Silla de Ruedas (0,16%)
EDAD DE LOS PEREGRINOS.
Caballo (0,57%)
Silla de Ruedas (0,16%)
EDAD DE LOS PEREGRINOS.
Menores
de 30 años son 5.702 peregrinos (32,87%);
de
entre 30 y 60 son 9.533 (54,95%)
y mayores de 60 años son 2.113 peregrinos (12,18%).
MOTIVACIÓN QUE EXPRESAN PERSONALMENTE LOS PEREGRINOS.
y mayores de 60 años son 2.113 peregrinos (12,18%).
MOTIVACIÓN QUE EXPRESAN PERSONALMENTE LOS PEREGRINOS.
Religiosa
6.709 (38,67%)
Religiosa-cultural 9.556 (55,08%)
Sólo cultural 1.083 (6,24%).
PEREGRINOS POR EDADES
Religiosa-cultural 9.556 (55,08%)
Sólo cultural 1.083 (6,24%).
PEREGRINOS POR EDADES
<; 30
(32,87%)
30 - 60 (54,95%)
30 - 60 (54,95%)
>; 60
(12,18%)
PEREGRINOS POR MOTIVACIÓN
PEREGRINOS POR MOTIVACIÓN
Religioso/Cultural
(55,08%)
Religioso (38,67%)
Cultural (6,24%)
NACIONALIDADES DE LOS PEREGRINOS.
Religioso (38,67%)
Cultural (6,24%)
NACIONALIDADES DE LOS PEREGRINOS.
Españoles:
8.246 (47,53%); el mayor número de peregrinos procede de las comunidades de
Madrid, con 1.642 (19,91%); Comunidad Valenciana, con 1.000 (12,13%); Cataluña,
con 967 (11,73%); Galicia, con 967 (11,73%); Andalucía, con 929 (11,27%);
Castilla León, con 637 (7,72%); Castilla la Mancha, con 462 (5,60%); Pais
Vasco, con 349 (4,23%); etc.
Extranjeros:
9.102 (52,47%); el país que mayor número de peregrinos aporta es Portugal, con
1.834 (20,15%); Alemania, con 1.257 (13,81%); Italia, con 973 (10,69%);
Irlanda, con 686 (7,54%); Estados Unidos, con 589 (6,47%); Francia, con 528
(5,80%); Reino Unido, con 334 (3,67%); Corea, con 270 (2,97%); etc.
PEREGRINOS ESPAÑOLES
PEREGRINOS ESPAÑOLES
Madrid
(19,91%)
Comunidad Valenciana (12,13%)
Cataluña (11,73%)
Galicia (11,73%)
Andalucía (11,27%)
Castilla León (7,72%)
Castilla la Mancha (5,60%)
Resto autonomías
PEREGRINOS EXTRANJEROS
Comunidad Valenciana (12,13%)
Cataluña (11,73%)
Galicia (11,73%)
Andalucía (11,27%)
Castilla León (7,72%)
Castilla la Mancha (5,60%)
Resto autonomías
PEREGRINOS EXTRANJEROS
Portugal
(20,15)%
Alemania (13,81)%
Italia (10,69)%
Irlanda (7,54)%
Estados Unidos(6,47)%
Francia (5,80)%
Reino Unido (3,67)%
Resto paises
PROFESIONES DE LOS PEREGRINOS.
Alemania (13,81)%
Italia (10,69)%
Irlanda (7,54)%
Estados Unidos(6,47)%
Francia (5,80)%
Reino Unido (3,67)%
Resto paises
PROFESIONES DE LOS PEREGRINOS.
A nivel
profesional el grupo más numeroso es el formado por los Estudiantes con 3.914
(22,56%); Empleados con 3.743 (21,58%); Liberales con 2.370 (13,66%); Tecnicos
con 1.813 (10,45%); Jubilados con 1.620 (9,34%); Profesores con 1.522 (8,77%);
Funcionarios con 619 (3,57%); Obreros con 450 (2,59%); Amas de Casa con 336
(1,94%); Parados con 322 (1,86%); Directivos con 308 (1,78%); Artistas con 129
(0,74%); Sacerdotes con 63 (0,36%); Religiosas con 59 (0,34%); Agricultores con
39 (0,22%); Marinos con 34 (0,20%); Deportistas con 5 (0,03%); Oikoten con 2
(0,01%); etc.
LUGAR DE SALIDA.
LUGAR DE SALIDA.
La
mayor parte de los peregrinos llegados en este año 2014 ha iniciado su camino
en Sarria con 5.457 (31,46%); S. Jean P. Port con 1.288 (7,42%); Oporto con 1.000 (5,76%); Tui con 956 (5,51%); Cebreiro con 841
(4,85%); León con 675 (3,89%); Valença
do Minho con 630 (3,63%); Ponferrada con 499 (2,88%); Ferrol con 495
(2,85%); Roncesvalles con 473 (2,73%); Ourense con 371 (2,14%); Astorga con 324
(1,87%); Pamplona con 292 (1,68%); Resto Portugal con 256 (1,48%); Triacastela
con 226 (1,30%); Burgos con 216 (1,25%); Ponte
de Lima con 214 (1,23%); Lugo - C.P. con 205 (1,18%); Oviedo - C.P. con 199
(1,15%); Vilafranca con 195 (1,12%); Sevilla con 182 (1,05%); Le Puy con 139
(0,80%); Irún con 128 (0,74%); Resto C. León C.F. con 116 (0,67%); Lisboa con 105 (0,61%); Braga con 105
(0,61%); Samos con 100 (0,58%); Resto Asturias - C.N con 84 (0,48%); Francia -
C.F. con 81 (0,47%); Ribadeo con 79 (0,46%); Barcelos con 66 (0,38%); Logroño con 63 (0,36%); Chaves-Portugal
con 56 (0,32%); Somport con 55 (0,32%); Oviedo - C.N. con 53 (0,31%); Bilbao
con 50 (0,29%); Porriño con 48 (0,28%);
Gijón con 43 (0,25%); Guimaraes con 41 (0,24%); Jaca con 39 (0,22%); Vilalba
con 32 (0,18%); Santander con 30 (0,17%); Salamanca con 30 (0,17%); Rates, S. Pedro con 26 (0,15%);
Fonsagrada - C.P. con 23 (0,13%); Zamora con 22 (0,13%); Alemania con 20
(0,12%); Gudiña con 19 (0,11%); Avilés con 19 (0,11%); Viana do Castelo con 18
(0,10%); Sahagún con 18 (0,10%); Puebla de Sanabria con 17 (0,10%); Molinaseca
con 16 (0,09%); Viseu con 16 (0,09%); Coimbra
con 16 (0,09%); Madrid - V.P. con 16 (0,09%); Madrid - C.F. con 15 (0,09%);
Muxia con 15 (0,09%); Vigo con 15 (0,09%); Arles con 15 (0,09%); Cadavo con 14
(0,08%); Finisterra con 14 (0,08%); Resto País Vasco - C.N. con 14 (0,08%);
R.Pais Vasco C.F. con 13 (0,07%); Resto Europa con 13 (0,07%); Puente la Reina
con 12 (0,07%); Suiza con 12 (0,07%); Zaragoza con 12 (0,07%); Resto Andalucia
con 12 (0,07%); Neda con 11 (0,06%); Francia - C.N con 11 (0,06%); Baamonde con
11 (0,06%); Rabanal del Camino con 10 (0,06%); Frómista con 10 (0,06%); Povoa
de Varzim con 10 (0,06%); Mérida con 10 (0,06%); Granja de Moreruela con 10
(0,06%); Barcelona con 9 (0,05%); Grandas de Salime - C.P. con 9 (0,05%); Resto
Asturias - C.P. con 9 (0,05%); La Rioja con 9 (0,05%); París con 9 (0,05%); Fatima con 9 (0,05%); Cáceres con 9
(0,05%); Resto C. León - V.P. con 9 (0,05%); Resto Cantabria con 9 (0,05%);
Vega de Valcarce con 8 (0,05%); Com. Valenciana - C.F. con 8 (0,05%); Bélgica
con 8 (0,05%); San Sebastián con 8 (0,05%); Baiona con 7 (0,04%); Estella con 7
(0,04%); Hospital de Orbigo con 7 (0,04%); Sto. Domingo de la Calzada con 7
(0,04%); Canfranc con 6 (0,03%); Italia con 6 (0,03%); Valencia O.C. con 6
(0,03%); Hendaya con 5 (0,03%); Abadin con 5 (0,03%); Córdoba con 5 (0,03%);
Xunqueira de Ambia con 5 (0,03%); Holanda con 5 (0,03%); Carrión de los Condes
con 5 (0,03%); Lourdes con 5 (0,03%); Laza con 5 (0,03%); Navarra con 4
(0,02%); Aveiro con 4 (0,02%); Monforte de Lemos con 4 (0,02%); Montserrat con
4 (0,02%); Austria con 4 (0,02%); Vezelay con 4 (0,02%); Esposende con 4
(0,02%); Tineo - C.P. con 4 (0,02%); Granada con 4 (0,02%); Castrojeriz con 3
(0,02%); Rábade con 3 (0,02%); San Juan de Ortega con 3 (0,02%); A Guarda con 3
(0,02%); Badajoz con 3 (0,02%); Nájera con 3 (0,02%); Cast. la Mancha - C.F.
con 3 (0,02%); Cataluña - C.F. con 3 (0,02%); Com. Valenciana - O.C. con 3
(0,02%); Mondoñedo con 3 (0,02%); Irlanda C.F. con 3 (0,02%); Benavente con 3
(0,02%); Guntín con 2 (0,01%); Faro con 2 (0,01%); XFonsagrada con 2 (0,01%);
Resto Africa con 2 (0,01%); XLa Rioja con 2 (0,01%); Pontedeume con 2 (0,01%);
Malaga con 2 (0,01%); Sobrado con 2 (0,01%); Huelva con 2 (0,01%); Castilla La
Mancha VP con 2 (0,01%); Resto de Extremadura con 2 (0,01%); Vilabade con 2
(0,01%); Cataluña - O.C. con 1 (0,01%); Murcia con 1 (0,01%); Verín con 1
(0,01%); Ventas de Narón con 1 (0,01%); Cruz de Ferro con 1 (0,01%);
Ponferrada. C.Inv. con 1 (0,01%); Vincios con 1 (0,01%); Roma con 1 (0,01%);
Inglaterra C.F. con 1 (0,01%); Reino Unido C.Ing con 1 (0,01%); Castilla la
Mancha otros con 1 (0,01%); etc.
CAMINO SEGUIDO.
CAMINO SEGUIDO.
Los
caminos que han seguido la mayoría de los peregrinos son Frances-Camino de con
11.383 (65,62%); Portugues-Camino con
3.552 (20,47%); Via de la Plata con 799 (4,61%); Norte-Camino de con 593
(3,42%); Ingles-Camino con 509 (2,93%); Primitivo-Camino con 466 (2,69%);
Muxia-Finisterre con 29 (0,17%); Otros caminos con 17 (0,10%); etc.
sábado, 29 de março de 2014
FICS - Fraternidad Internacional del Camino de Santiago
Passadas três décadas do renascimento das peregrinações
jacobeas e tendo em conta que em 2014 se cumprem vinte cinco anos do
falecimento do grande impulsor deste renascimento, o pároco de O Cebreiro, Elías
Valiña, o estado actual das peregrinações a Santiago e do próprio Caminho
suscitam uma reflexão que deve pressupor, forçosamente, um ponto de encontro
tanto para todos os que durante estos anos trabalharam com entusiasmo a favor
da peregrinação e do próprio Caminho em todas as suas vertentes como para todos
aqueles que a cada dia se aproximam com ilusão a essa meta sagrada que nos
chegou da história.
Os valores actuais do Caminho de Santiago, universalmente
aceites, formam um legado único que é obrigação transmitir ao futuro:
Espiritualidade, fraternidade, solidariedade, hospitalidade, busca,
conhecimento, respeito e liberdade. Através dos itinerários jacobeos se
manifesta o melhor do ser humano, fluindo desde todos os cantos do mundo até
Compostela, a tumba apostólica que o imaginário medieval situou no confim
ocidental do mundo. Por outro lado, as rotas históricas persistem rodeadas de
um extraordinário património material e imaterial, em grande medida vinculado,
ao próprio facto da peregrinação.
Esses valores e esse património, se conjugam hoje em dia
numa rota onde a multiculturalidade e a convivência diária em circunstâncias
afastadas da sua rotina com gentes dos mais diversos países, raças, crenças e
idiomas, em condições de paz, serenidade e reflexão, produzem um enriquecimento
pessoal e um enriquecer de experiências impossíveis de conseguir em outros
lugares. E assim se forma uma das últimas grandes aventuras que pode viver o
ser humano, o Caminho de Santiago, uma viagem interior através de um espaço
sagrado milenário cheio de sinais de conhecimento e reconhecimento, uma viagem
a Ítaca passando por Esparta, um sonho partilhado por milhões de almas através
dos séculos.
Para compartilhar, defender e divulgar estes valores e esse
património, o grande legado do Caminho de Santiago, e transmiti-lo nas melhores
condições às futuras gerações, e sendo conscientes da universalidade e dimensão
internacional do fenómeno jacobeo, gentes de todos os países querem reunir e
compartilhar os seus conhecimentos, sua generosidade e o seu altruísmo para,
conjuntamente, colocar em marcha um projecto solidário, igualitário e fraterno
com os seguintes fins gerais:
- Unir numa só voz, livre e independente, todos os que em qualquer país do mundo, estão a trabalhar a favor do Caminho de Santiago e da peregrinação jacobea. A dimensão do fenómeno jacobeo é universal e é por ele que manifestamos a necessidade dessa voz comum, fraterna e solidária.
- A consulta, assessoria, ajuda mútua e solidariedade entre todos seus componentes, em qualquer país ou itinerário jacobeo, assim como promover a ajuda, aconselhamento e colaboração com todas aquelas instituições que trabalham a favor do Caminho de Santiago.
- A defesa, impulso e divulgação dos valores inerentes ao Caminho de Santiago que nos foram transmitidos através da historia, e também do seu património viário, tanto tangivél como intangível, perante todas as instancias civis e religiosas e, particularmente, a custodia do legado de concórdia, espiritualidade e solidariedade que nos transmitiu o grande impulsor do renascimento das peregrinações, Elías Valiña, pároco de O Cebreiro. Desse legado, e do seu exemplo fecundo, se depreende o nosso lema: “Sempre no Camiño”.
- Actuar como foro de debate, opinião e crítica construtiva perante a problemática actual das peregrinações jacobeas.
- Promover o estudo, a investigação e a divulgação do Caminho de Santiago em todos os seus aspectos, em qualquer país e em qualquer rota jacobea.
- A peregrinação e presença activa nos itinerários jacobeos.
terça-feira, 25 de março de 2014
Em defesa da liberdade científica e técnica e da qualificação da Administração Pública
Em vésperas
do quadragésimo aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, que vivamente
saúdam, as Comissões Nacionais Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus
(ICOM) e do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS), cuja actividade
plena e a própria exigência efectiva se ficam também a dever ao Regime Democrático,
entendem dever reafirmar conjuntamente alguns dos postulados básicos que, na área
do património e dos museus e da intervenção dos seus respectivos técnicos, conformam
a vida social deste período da história nacional.
Recordarão
os mais atentos que um dos primeiros combates do pós-25 de Abril de 1974 foi o
da defesa dos valores e dos bens de memória colectiva do País. Neste como
noutros casos, podemos dizer, com orgulho, que aprendemos com a História, tal
como os primeiros republicanos aprenderam também com o descalabro patrimonial
ocorrido na primeira metade do século XIX, após a sucessão cumulativa dos
desastres causados pelas Invasões Francesas, as Guerras Liberais e a Extinção
das Ordens Religiosas. Foi então incentivado o exercício da acção popular em
geral e em particular através do pujante movimento das Associações de Defesa do
Património (ADPs), bem como das campanhas de inventariação e sensibilização que
percorreram o País na segunda metade da década de 1970, dando lugar a um novo
quadro societário, que cedo encontrou tradução na legislação nacional, seja na
primeira Constituição
Democrática, de 1976
(Direito de acção popular: Artº 49º; Obrigação de preservar, defender e
valorizar o património cultural do povo português: Artº 78º), seja na primeira Lei do Património Cultural
Português, de 1985
(Direitos especiais das ADPs: Artº 6º; Direito de Acção Popular: Artº 59º) e em
leis constitucionais e para-constitucionais subsequentes, até à actual Lei de Bases da Política e
do Regime de Protecção e Valorização do Património Cultural, de 2001, que igualmente contempla
ambos os princípios, respectivamente nos seus Artº 9º e 10º.
Os direitos
referidos foram depois (conjuntamente com todos os restantes decorrentes do exercício
de liberdades fundamentais, em especial os de expressão, de opinião, de criação
cultural e de criação e investigação científicas), vertidos em legislação subordinada,
entre a qual a referente às normativas do exercício de funções públicas e nomeadamente
ao Estatuto
Disciplinar dos Trabalhadores Que Exercem Funções Públicas, que não somente considera que todos
os deveres funcionais se encontram limitados pela Constituição e pela Lei, como
explicitamente reconhece constituir o exercício de direitos uma circunstância
dirimente da eventual não observância dos ditos deveres (Artº 21º da Lei nº
58/2008).
Também no
plano internacional, os princípios indicados constituem fundamentos básicos de
civilização. Com efeito, a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, proclama, no seu artigo 19º, que “todo o indivíduo tem direito à
liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser
inquietado pelas suas opiniões”. E o mesmo princípio é defendido pela Convenção Europeia dos
Direitos do Homem (na
primeira parte do n.º1 do seu artigo 10º) quando declara que “qualquer pessoa
tem direito à liberdade de expressão. Este direito compreende a liberdade de
opinião e a liberdade de receber ou de transmitir informações ou ideias”.
Vivemos, pois, dentro de um quadro civilizacional e mais especificamente, no que respeita a Portugal, constitucional e legal, que protege e mesmo incentiva o exercício das diferentes liberdades – e desde logo a liberdade de opinião e de expressão. Ora, os especialistas em cada área da vida social devem sentir-se especialmente abrangidos pelo exercício destas liberdades, posto que possuem qualificações particulares que os responsabilizam e que, aliás, lhes foram na maior parte dos casos outorgadas através de meios que envolvem, em maior ou menor medida, o todo nacional, pelos recursos colocados ao serviço da educação, da ciência e da própria formação cívica.
Não é, pois, aceitável que a livre expressão pública de uma posição de carácter técnico ou científico (ainda que essa posição incida valorativamente sobre práticas de entidades concretas), fruto, justamente, de saberes científicos ou técnicos, produzida em contexto académico ou profissional, ou ainda em fora mais vastos, como o dos meios de comunicação social, possa ser condicionada de forma administrativa, judicial ou penal. A acontecerem, estas situações revestem-se de extrema gravidade, por colidirem violentamente com a Lei nacional e com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português e por uma parte significativa da comunidade internacional, designadamente no espaço geográfico e cultural em que Portugal se insere.
Acrescem os códigos e procedimentos deontológicos e éticos decorrentes do exercício profissional, que no caso de organismos de direito público (as chamadas “ordens”) directamente vinculam os seus membros, e nos restantes casos podem e devem ser sempre usados como suporte das posições técnicas assumidas em sede de relação laboral ou equivalente, seja ela pública ou privada. Assim acontece em especial quanto a profissões ou sectores de actividade para os quais existam códigos internacionais sedimentados, nos quais se revejam as comunidades respectivas, em amplas áreas geográficas, como é o caso do ICOMOS e do ICOM. Estes dois organismos possuem documentos internacionais, no caso do ICOMOS a “Declaração de Compromisso Ético para os membros do ICOMOS” (mas também a “Carta de Veneza” com os seus desenvolvimentos e as Convenções da UNESCO) e no caso do ICOM, o “Código Deontológico dos Museus” que constituem uma espécie de cartas magnas, vinculativas dos seus membros e de todos os intervenientes nos sectores respectivos, sejam os do património ou o dos museus. Tanto o investigador como o especialista, mesmo quando no exercício de actividade regida por normativo contratual específico, deve sempre sentir-se obrigado não apenas ao exercício das suas liberdades e direitos, e ao respeito da Lei, como à observância dos princípios deontológicos e éticos da sua actividade, que envolvem obviamente princípios científicos e técnicos fruto da evolução do conhecimento ratificado internacionalmente. Se o fizer no âmbito do exercício de funções públicas, estes deveres tornam-se ainda mais prementes, pela natureza própria do que socialmente se exige do Estado e do seu aparelho administrativo, a que apenas cumpre servir o bem comum, se falamos em termos éticos, e do interesse público, se falamos em termos jurídicos.
A emissão de pareceres científicos ou técnicos constitui, neste contexto, um exercício de liberdade especialmente responsabilizante, mas por isso também não subordinável a quaisquer considerandos contrários, ou sequer somente diversos, dos da consciência do agentes envolvidos, baseados no seu pessoal e irredutível entendimento do “estado da arte” e das “boas práticas” nos respectivos campos disciplinares. Qualquer pressão em sentido adverso, deve ser rejeitada e, quando necessário, denunciada hierarquicamente, às estruturas associativas do sector relevante e ainda publicamente, em casos extremos e sempre no respeito pelos preceitos prudenciais eventualmente estabelecidos em sede deontológica.
Importa ainda defender estes princípios no quadro da defesa do reforço da qualificação e capacidade operacional da Administração Pública. A diminuição da autonomia dos técnicos na emissão dos pareceres que lhes sejam cometidos, constitui um poderoso elemento facilitador da captação do aparelho do Estado por parte de interesses particulares, e logo potencialmente lesivos do bem comum e do interesse público, sejam eles patrocinados directamente ou através de agentes intermediários. Ora, sobretudo num contexto em que as ideologias do “menos Estado” vêm fazendo o seu caminho, importaria que delas se retivesse a também defesa do “melhor Estado” – e não de um Estado deserto e dependente, um Estado de onde os mais qualificados tenham saído ou
sejam
ignorados e todos vejam diminuídas as suas margens de intervenção técnica, um Estado
a que se impede fazer e de que se retira até e na prática a capacidade fiscalizadora,
qualificada e independente. Ora, por acção ou por omissão, consciente ou inconscientemente,
é este o perigo ou por vezes até já a situação real que vimos enfrentando em
alguns casos em Portugal, e desde há vários anos, na área do Património Cultural
e dos Museus, como aliás e a título meramente exemplificativo se revela em recentes
episódios relacionados com a exportação ilegítima, ou mesmo ilegal, de bens móveis,
ou com a defesa do património cultural subaquático e a consequente denúncia dos
“caçadores de tesouros”.
Finalmente, convém sublinhar que as liberdades de parecer científico e técnico, indicadas anteriormente, devem incluir obrigatoriamente a possibilidade de erro. A ciência é, por excelência, o domínio do contingente. Nenhum investigador, nenhum especialista se deve auto-limitar no exercício da sua liberdade técnico-científica pelo receio de poder errar, se actuar exclusivamente em nome da sua consciência, cívica, científica e técnica, de acordo com o saber disciplinar do aqui e agora em que se pronuncia, conjugado com o seu percurso pessoal e as qualificações que lhe sejam legitimamente exigíveis no exercício das suas funções.
O princípio indicado, perspectivado no âmbito da relação laboral, é igualmente válido em sede de contencioso judicial. Neste plano, deve em especial atender-se a que o direito ao “bom nome” e a outras prerrogativas directamente conectadas, tendo por sujeitos passivos pessoas, empresas e demais instituições, públicas ou privadas, não pode nunca constituir álibi para a instituição de poderes de censura científica ou técnica. A invocação explícita de normativas nacionais ou internacionais, de boas práticas científicas e de códigos deontológicos, desde que adequada a cada situação concreta, deve sempre prevalecer sobre quaisquer outros considerandos.
Tenhamos sempre presente, investigadores e técnicos, empregadores e tutelas administrativas, órgãos do poder legislativo, executivo e judicial, que o exercício da liberdade, e de todas as liberdades e direitos concretos, constitui amiúde um risco, mas um risco que vale a pena correr, devendo por isso, ser incentivado e protegido.
As direcções do ICOM Portugal e do ICOMOS Portugal, em 25 de Março de 2014.
Vivemos, pois, dentro de um quadro civilizacional e mais especificamente, no que respeita a Portugal, constitucional e legal, que protege e mesmo incentiva o exercício das diferentes liberdades – e desde logo a liberdade de opinião e de expressão. Ora, os especialistas em cada área da vida social devem sentir-se especialmente abrangidos pelo exercício destas liberdades, posto que possuem qualificações particulares que os responsabilizam e que, aliás, lhes foram na maior parte dos casos outorgadas através de meios que envolvem, em maior ou menor medida, o todo nacional, pelos recursos colocados ao serviço da educação, da ciência e da própria formação cívica.
Não é, pois, aceitável que a livre expressão pública de uma posição de carácter técnico ou científico (ainda que essa posição incida valorativamente sobre práticas de entidades concretas), fruto, justamente, de saberes científicos ou técnicos, produzida em contexto académico ou profissional, ou ainda em fora mais vastos, como o dos meios de comunicação social, possa ser condicionada de forma administrativa, judicial ou penal. A acontecerem, estas situações revestem-se de extrema gravidade, por colidirem violentamente com a Lei nacional e com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português e por uma parte significativa da comunidade internacional, designadamente no espaço geográfico e cultural em que Portugal se insere.
Acrescem os códigos e procedimentos deontológicos e éticos decorrentes do exercício profissional, que no caso de organismos de direito público (as chamadas “ordens”) directamente vinculam os seus membros, e nos restantes casos podem e devem ser sempre usados como suporte das posições técnicas assumidas em sede de relação laboral ou equivalente, seja ela pública ou privada. Assim acontece em especial quanto a profissões ou sectores de actividade para os quais existam códigos internacionais sedimentados, nos quais se revejam as comunidades respectivas, em amplas áreas geográficas, como é o caso do ICOMOS e do ICOM. Estes dois organismos possuem documentos internacionais, no caso do ICOMOS a “Declaração de Compromisso Ético para os membros do ICOMOS” (mas também a “Carta de Veneza” com os seus desenvolvimentos e as Convenções da UNESCO) e no caso do ICOM, o “Código Deontológico dos Museus” que constituem uma espécie de cartas magnas, vinculativas dos seus membros e de todos os intervenientes nos sectores respectivos, sejam os do património ou o dos museus. Tanto o investigador como o especialista, mesmo quando no exercício de actividade regida por normativo contratual específico, deve sempre sentir-se obrigado não apenas ao exercício das suas liberdades e direitos, e ao respeito da Lei, como à observância dos princípios deontológicos e éticos da sua actividade, que envolvem obviamente princípios científicos e técnicos fruto da evolução do conhecimento ratificado internacionalmente. Se o fizer no âmbito do exercício de funções públicas, estes deveres tornam-se ainda mais prementes, pela natureza própria do que socialmente se exige do Estado e do seu aparelho administrativo, a que apenas cumpre servir o bem comum, se falamos em termos éticos, e do interesse público, se falamos em termos jurídicos.
A emissão de pareceres científicos ou técnicos constitui, neste contexto, um exercício de liberdade especialmente responsabilizante, mas por isso também não subordinável a quaisquer considerandos contrários, ou sequer somente diversos, dos da consciência do agentes envolvidos, baseados no seu pessoal e irredutível entendimento do “estado da arte” e das “boas práticas” nos respectivos campos disciplinares. Qualquer pressão em sentido adverso, deve ser rejeitada e, quando necessário, denunciada hierarquicamente, às estruturas associativas do sector relevante e ainda publicamente, em casos extremos e sempre no respeito pelos preceitos prudenciais eventualmente estabelecidos em sede deontológica.
Importa ainda defender estes princípios no quadro da defesa do reforço da qualificação e capacidade operacional da Administração Pública. A diminuição da autonomia dos técnicos na emissão dos pareceres que lhes sejam cometidos, constitui um poderoso elemento facilitador da captação do aparelho do Estado por parte de interesses particulares, e logo potencialmente lesivos do bem comum e do interesse público, sejam eles patrocinados directamente ou através de agentes intermediários. Ora, sobretudo num contexto em que as ideologias do “menos Estado” vêm fazendo o seu caminho, importaria que delas se retivesse a também defesa do “melhor Estado” – e não de um Estado deserto e dependente, um Estado de onde os mais qualificados tenham saído ou
Finalmente, convém sublinhar que as liberdades de parecer científico e técnico, indicadas anteriormente, devem incluir obrigatoriamente a possibilidade de erro. A ciência é, por excelência, o domínio do contingente. Nenhum investigador, nenhum especialista se deve auto-limitar no exercício da sua liberdade técnico-científica pelo receio de poder errar, se actuar exclusivamente em nome da sua consciência, cívica, científica e técnica, de acordo com o saber disciplinar do aqui e agora em que se pronuncia, conjugado com o seu percurso pessoal e as qualificações que lhe sejam legitimamente exigíveis no exercício das suas funções.
O princípio indicado, perspectivado no âmbito da relação laboral, é igualmente válido em sede de contencioso judicial. Neste plano, deve em especial atender-se a que o direito ao “bom nome” e a outras prerrogativas directamente conectadas, tendo por sujeitos passivos pessoas, empresas e demais instituições, públicas ou privadas, não pode nunca constituir álibi para a instituição de poderes de censura científica ou técnica. A invocação explícita de normativas nacionais ou internacionais, de boas práticas científicas e de códigos deontológicos, desde que adequada a cada situação concreta, deve sempre prevalecer sobre quaisquer outros considerandos.
Tenhamos sempre presente, investigadores e técnicos, empregadores e tutelas administrativas, órgãos do poder legislativo, executivo e judicial, que o exercício da liberdade, e de todas as liberdades e direitos concretos, constitui amiúde um risco, mas um risco que vale a pena correr, devendo por isso, ser incentivado e protegido.
As direcções do ICOM Portugal e do ICOMOS Portugal, em 25 de Março de 2014.
terça-feira, 11 de março de 2014
Albergue de peregrinos abre no sábado em Coimbra
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©Alexandre dos Santos Rato
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A Confraria Rainha Santa Isabel inaugura no sábado, em Coimbra, um albergue que pode alojar até 14 peregrinos e, apesar de estar focado nos peregrinos do caminho de Santiago de Compostela, também está "ao dispor" dos de Fátima.
O albergue irá funcionar na casa do sacristão da igreja com o nome da padroeira, que se situa no Mosteiro Santa Clara-a-Nova, e, apesar de a lotação ser para "14 pessoas", recorrendo-se a colchões e sofás cama, "podem-se albergar mais algumas", explicou António Rebelo, presidente da confraria.
A Igreja Rainha Santa Isabel pertence à rota dos caminhos de Santiago, sendo a inauguração do albergue uma forma de recuperar "o espírito de peregrinação" da padroeira, que "sempre procurou ajudar os peregrinos", disse à agência Lusa António Rebelo.
A casa do sacristão, segundo o responsável, "já estava preparada", apenas foi necessário um "investimento de cerca de três mil euros" em colchões, beliches, mesas e instalação do gás, entre outras despesas.
O presidente da confraria sublinhou que a Igreja Rainha Santa Isabel já "recebe muitos peregrinos que solicitam o carimbo na credencial" de peregrinação dos caminhos de Santiago, sendo que, com o albergue, serão aprofundadas "estratégias de turismo religioso".
"O número de albergues tem vindo a crescer" e o albergue que vai ser inaugurado "resolve uma lacuna que existia numa cidade tão grande como Coimbra", constatou António Rebelo, frisando que o caminho português de Santiago de Compostela "é também realizado por estrangeiros que aterram em Lisboa e fazem o caminho" a partir da capital portuguesa.
Até 1911, era a hospedaria do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova que albergava "os peregrinos de Santiago e os peregrinos que vinham às festas da Rainha Santa", contou.
O presidente da confraria avançou que, numa fase posterior, há a "intenção de recuperar as antigas valências da hospedaria" do mosteiro.
O preço da estadia no albergue é dez euros por noite, de forma "a compensar os gastos", informou.
Fonte: Lusa 11 Mar, 2014, 10:07
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
* * * I N F O R M A Ç Ã O U R G E N T E * * *
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| Zonas mais vulneráveis |
Nas zonas de bosques e floresta pedimos atenção ao facto da possibilidade da queda de ramos e arvores.
Antes de iniciar mais uma etapa consulte os Serviços Meteorológicos ou dirija-se a uma corporação de Bombeiros Voluntários para saber da situação.
Recorde-se que o mais importante é a sua segurança!
Bom caminho.
sábado, 30 de novembro de 2013
Info: Albergue de Redondela encerrado
Albergue de RedondelaA S.A. de Xestión do Plan Xacobeo informa, que o albergue de Peregrinos de Redondela (Pontevedra) permanecerá fechado o próximo dia 2 de Dezembro devido a trabalhos de manutenção que se vão realizar nas suas instalações.
La S.A. de Xestión do Plan Xacobeo informa, que el albergue de Peregrinos de Redondela (Pontevedra) permanecerá cerrado el próximo día 2 de diciembre, debido a las labores de mantenimiento que se van a realizar en sus instalaciones.
Bom caminho.
domingo, 29 de setembro de 2013
Encerra Albergue de Águeda
Devido a venda do imóvel em que se encontrava instalado encerrou o Albergue do Artista e do Peregrino (Águeda) que era gerido pela Associação U Mosquito, que partilhava as instalações com a Associação Cultural d’Orfeu.
As associações estão a procurar soluções alternativas para a instalação do mesmo.
Daqui gostaríamos de lançar o repto a Câmara Municipal de Águeda em nome dos peregrinos para ajudar a encontrar uma solução... definitiva.
A Associação U Mosquito e aos seus voluntários os nossos parabéns em nome dos peregrinos pelo trabalho, empenho e dedicação.
A Associação U Mosquito e aos seus voluntários os nossos parabéns em nome dos peregrinos pelo trabalho, empenho e dedicação.
Aguardamos boas noticias!
Aos peregrinos informamos que a alternativa passa a ser novamente os Bombeiros Voluntários de Águeda e as pequenas pensões existentes.
Ultreia e Sus Eia!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
INFORME: NOVO ITINERÁRIO DE PEREGRINOS ORBENLLE - PORRIÑO
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| Poste da Xunta derrubado |
Este é o novo itinerário para o Caminho Português entre Orbenlle e Porriño, itinerário marcado pela Xunta de Galicia e pela AGACS - Associación Gallega Amigos do Camiño
de Santiago. Ele ignora a infernal Zona Industrial das Gándaras e a estrada
N-550. É um novo caminho marcado por peregrinos para peregrinos.
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| Setas apagadas a vermelho |
1) No início do percurso, nas primeiras casas em Orbenlle, a Xunta de Galicia colocou um grande cartaz em sete línguas. O caminho segue aqui pela esquerda, por um belo bosque.
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| Imprima e leve! |
2) A entrada para a mágica margem do rio Louro começa depois
de passar o túnel sob a rodovia. Vire imediatamente à esquerda após o túnel!
Infelizmente, alguns empresários locais estão a apagar ou mudar as nossas setas nestes dois pontos, e a pintar novas setas ao longo da N-550 - o que envia os peregrinos ao longo de uma longa rota só por benefício económico próprio.
Preste mais atenção a estes pontos.
Bom CAMINHO!
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