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terça-feira, 30 de outubro de 2018

PATRIMÓNIO | Sé Catedral de Lisboa

A Sé Catedral de Lisboa - que noutros tempos era apelidada de Igreja de Santa Maria Maior -, foi construída, ao que tudo indica, sobre a antiga mesquita muçulmana. O primeiro impulso edificador deu-se entre 1147, data conquista da cidade, e nos primeiros anos do século XIII. O projecto adoptou um esquema idêntico ao da Sé de Coimbra, com três naves, trifório sobre as naves laterais, transepto saliente e cabeceira tripartida, modelo essencialmente de raiz normanda, devido, com grande probabilidade, à origem do arquitecto Roberto.

Nos séculos seguintes, deram-se as alterações mais marcantes, com a construção da Capela de Bartolomeu Joanes (uma capela privada de carácter funerário), o claustro dionisino e, especialmente, a nova cabeceira com deambulatório, mandada construir por D. Afonso IV para seu panteão familiar que constitui o mais importante capítulo gótico entre Alcobaça e a Batalha.

Ao longo da Idade Moderna o edifício foi objecto de enriquecimentos arquitectónicos e artísticos vários, como o testemunha a Sacristia, ou a grandiosa capela-mor barroca, mas a grande parte destas obras foi suprimida nas duas campanhas de restauro da primeira metade do século XX, cujo objectivo foi a "restituição" da atmosfera medieval a todo o conjunto.

Nos primeiros anos de Novecentos, Augusto Fuschini pretendeu reinventar uma catedral medieval, com laivos de fantasia neo-gótica e neo-clássica. A sua morte, em 1911, veio determinar o abandono do projecto. Nas décadas seguintes, sob o impulso de António do Couto Abreu, o restauro da Sé privilegiou as estruturas pré-existentes, dotando o edifício de um aspecto neo-românico evidente, cuja inauguração solene foi efectuada em 1940.

Será de referir que a Capela de SANTIAGO se situava onde se encontra o retábulo de Nossa Senhora a Grande - flanqueia o Arco Triunfal do lado oposto ao dedicado a Nossa Senhora Grande -, e junto à qual se fez sepultar, D. Álvaro, em 1184, talvez o seu instituidor, sendo por isso o primeiro local de culto a S. Tiago Maior na cidade de Lisboa.

Fontes: 

  • BEIRÃO, Sarah - Monumentos da Capital. Revista Municipal. Lisboa: Câmara Municipal de Lisboa, 1943, n.º 15, pp. 69-72;
  • CASTRO, João Bautista de - Mappa de Portugal Antigo e Moderno. 3.ª ed., Lisboa: Typographia do Panorama, 1870, tomo III; 
  • CASTRO e SOUSA, António Dâmaso de - Monografia da Igreja Matriz da cidade de Lisboa. Boletim Architectónico e de Arqueologia. Lisboa: Real Associação dos Arquitetos Civis e Arqueólogos Portugueses, 1875-1876, tomo I, n.º 5 a 9; 
  • COSTA, António Carvalho da - Corografia Portugueza... 2.ª ed., Braga: Typographia de Domingos Gonçalves Gouveia, 1869, pp. 240-241; 
  • CUNHA, Rodrigo da - História Ecclesiastica da Igreja de Lisboa... Lisboa: Manoel da Sylva, 1642, vol. I; 
  • FERNANDES, Paulo Almeida - O sítio da Sé de Lisboa antes da Reconquista. ARTIS. Lisboa: Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras de Lisboa, 2002, n.º 1, pp. 57-87; 
  • FONSECA, Martinho da - A Sé de Lisboa e Augusto Fuschini. Lisboa: 1912; 
  • FUSCHINI, Augusto - A Architectura Religiosa da Edade-Média. Lisboa: Imprensa Nacional, 1904; 
  • GASCO, António Coelho - Das Antiguidades de Muy Nobre Cidade de Lisboa... . Coimbra: Imprensa da Universidade, 1924;



sábado, 30 de agosto de 2014

Petição Defesa do Caminho

Assine a petição contra a construção de um edifico junto da Igreja dr S. Martin de Cronista em pleno Caminho De Santiago em: https://www.change.org/p/sr-d-juan-vicente-herrera-campo-sr-presidente-detenga-la-construcci%c3%b3n-de-un-edificio-de-nueva-planta-junto-a-la-iglesia-de-san-mart%c3%adn-de-fr%c3%b3mista-palencia-monumento-nacional?utm_medium=email&utm_source=notification&utm_campaign=new_petition_recruit#share

Sr. Presidente: Detenga la construcción de un edificio de nueva planta junto a la Iglesia de San Martín de Frómista (Palencia), Monumento Nacional.

La construcción de un edificio de nueva planta a escasos metros de la Iglesia de San Martín de Tours en Frómista supone un atentado inaudito y brutal contra uno de los principales prototipos de románico europeo, referencia obligada del románico palentino, y también contra el Camino de Santiago, Patrimonio de la Humanidad, donde esta iglesia se encuentra situada.

La nueva construcción, autorizada por la Comisión Territorial de Patrimonio Cultural de Palencia, vulnera los principios más elementales de protección del Patrimonio Histórico y supone un gravísimo daño al Camino de Santiago y a la Iglesia de San Martín, cuya consecuencia será el descrédito nacional e internacional para los responsables políticos y para España.