sábado, 29 de março de 2014

FICS - Fraternidad Internacional del Camino de Santiago

Passadas três décadas do renascimento das peregrinações jacobeas e tendo em conta que em 2014 se cumprem vinte cinco anos do falecimento do grande impulsor deste renascimento, o pároco de O Cebreiro, Elías Valiña, o estado actual das peregrinações a Santiago e do próprio Caminho suscitam uma reflexão que deve pressupor, forçosamente, um ponto de encontro tanto para todos os que durante estos anos trabalharam com entusiasmo a favor da peregrinação e do próprio Caminho em todas as suas vertentes como para todos aqueles que a cada dia se aproximam com ilusão a essa meta sagrada que nos chegou da história.

Os valores actuais do Caminho de Santiago, universalmente aceites, formam um legado único que é obrigação transmitir ao futuro: Espiritualidade, fraternidade, solidariedade, hospitalidade, busca, conhecimento, respeito e liberdade. Através dos itinerários jacobeos se manifesta o melhor do ser humano, fluindo desde todos os cantos do mundo até Compostela, a tumba apostólica que o imaginário medieval situou no confim ocidental do mundo. Por outro lado, as rotas históricas persistem rodeadas de um extraordinário património material e imaterial, em grande medida vinculado, ao próprio facto da peregrinação.
Esses valores e esse património, se conjugam hoje em dia numa rota onde a multiculturalidade e a convivência diária em circunstâncias afastadas da sua rotina com gentes dos mais diversos países, raças, crenças e idiomas, em condições de paz, serenidade e reflexão, produzem um enriquecimento pessoal e um enriquecer de experiências impossíveis de conseguir em outros lugares. E assim se forma uma das últimas grandes aventuras que pode viver o ser humano, o Caminho de Santiago, uma viagem interior através de um espaço sagrado milenário cheio de sinais de conhecimento e reconhecimento, uma viagem a Ítaca passando por Esparta, um sonho partilhado por milhões de almas através dos séculos.
Para compartilhar, defender e divulgar estes valores e esse património, o grande legado do Caminho de Santiago, e transmiti-lo nas melhores condições às futuras gerações, e sendo conscientes da universalidade e dimensão internacional do fenómeno jacobeo, gentes de todos os países querem reunir e compartilhar os seus conhecimentos, sua generosidade e o seu altruísmo para, conjuntamente, colocar em marcha um projecto solidário, igualitário e fraterno com os seguintes fins gerais:
  1. Unir numa só voz, livre e independente, todos os que em qualquer país do mundo, estão a trabalhar a favor do Caminho de Santiago e da peregrinação jacobea. A dimensão do fenómeno jacobeo é universal e é por ele que manifestamos a necessidade dessa voz comum, fraterna e solidária.
  2. A consulta, assessoria, ajuda mútua e solidariedade entre todos seus componentes, em qualquer país ou itinerário jacobeo, assim como promover a ajuda, aconselhamento e colaboração com todas aquelas instituições que trabalham a favor do Caminho de Santiago.
  3. A defesa, impulso e divulgação dos valores inerentes ao Caminho de Santiago que nos foram transmitidos através da historia, e também do seu património viário, tanto tangivél como intangível, perante todas as instancias civis e religiosas e, particularmente, a custodia do legado de concórdia, espiritualidade e solidariedade que nos transmitiu o grande impulsor do renascimento das peregrinações, Elías Valiña, pároco de O Cebreiro. Desse legado, e do seu exemplo fecundo, se depreende o nosso lema: “Sempre no Camiño”.
  4. Actuar como foro de debate, opinião e crítica construtiva perante a problemática actual das peregrinações jacobeas.
  5. Promover o estudo, a investigação e a divulgação do Caminho de Santiago em todos os seus aspectos, em qualquer país e em qualquer rota jacobea.
  6. A peregrinação e presença activa nos itinerários jacobeos.
 
 

 

 


terça-feira, 25 de março de 2014

Em defesa da liberdade científica e técnica e da qualificação da Administração Pública

Reproduzimos na integra o comunicado da Comissão Nacional Portuguesa do ICOMOS.


Em vésperas do quadragésimo aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, que vivamente saúdam, as Comissões Nacionais Portuguesa do Conselho Internacional dos Museus (ICOM) e do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS), cuja actividade plena e a própria exigência efectiva se ficam também a dever ao Regime Democrático, entendem dever reafirmar conjuntamente alguns dos postulados básicos que, na área do património e dos museus e da intervenção dos seus respectivos técnicos, conformam a vida social deste período da história nacional.

Recordarão os mais atentos que um dos primeiros combates do pós-25 de Abril de 1974 foi o da defesa dos valores e dos bens de memória colectiva do País. Neste como noutros casos, podemos dizer, com orgulho, que aprendemos com a História, tal como os primeiros republicanos aprenderam também com o descalabro patrimonial ocorrido na primeira metade do século XIX, após a sucessão cumulativa dos desastres causados pelas Invasões Francesas, as Guerras Liberais e a Extinção das Ordens Religiosas. Foi então incentivado o exercício da acção popular em geral e em particular através do pujante movimento das Associações de Defesa do Património (ADPs), bem como das campanhas de inventariação e sensibilização que percorreram o País na segunda metade da década de 1970, dando lugar a um novo quadro societário, que cedo encontrou tradução na legislação nacional, seja na primeira Constituição Democrática, de 1976 (Direito de acção popular: Artº 49º; Obrigação de preservar, defender e valorizar o património cultural do povo português: Artº 78º), seja na primeira Lei do Património Cultural Português, de 1985 (Direitos especiais das ADPs: Artº 6º; Direito de Acção Popular: Artº 59º) e em leis constitucionais e para-constitucionais subsequentes, até à actual Lei de Bases da Política e do Regime de Protecção e Valorização do Património Cultural, de 2001, que igualmente contempla ambos os princípios, respectivamente nos seus Artº 9º e 10º.
 
Os direitos referidos foram depois (conjuntamente com todos os restantes decorrentes do exercício de liberdades fundamentais, em especial os de expressão, de opinião, de criação cultural e de criação e investigação científicas), vertidos em legislação subordinada, entre a qual a referente às normativas do exercício de funções públicas e nomeadamente ao Estatuto Disciplinar dos Trabalhadores Que Exercem Funções Públicas, que não somente considera que todos os deveres funcionais se encontram limitados pela Constituição e pela Lei, como explicitamente reconhece constituir o exercício de direitos uma circunstância dirimente da eventual não observância dos ditos deveres (Artº 21º da Lei nº 58/2008).
Também no plano internacional, os princípios indicados constituem fundamentos básicos de civilização. Com efeito, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclama, no seu artigo 19º, que “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões”. E o mesmo princípio é defendido pela Convenção Europeia dos Direitos do Homem (na primeira parte do n.º1 do seu artigo 10º) quando declara que “qualquer pessoa tem direito à liberdade de expressão. Este direito compreende a liberdade de opinião e a liberdade de receber ou de transmitir informações ou ideias”.

Vivemos, pois, dentro de um quadro civilizacional e mais especificamente, no que respeita a Portugal, constitucional e legal, que protege e mesmo incentiva o exercício das diferentes liberdades – e desde logo a liberdade de opinião e de expressão. Ora, os especialistas em cada área da vida social devem sentir-se especialmente abrangidos pelo exercício destas liberdades, posto que possuem qualificações particulares que os responsabilizam e que, aliás, lhes foram na maior parte dos casos outorgadas através de meios que envolvem, em maior ou menor medida, o todo nacional, pelos recursos colocados ao serviço da educação, da ciência e da própria formação cívica.

Não é, pois, aceitável que a livre expressão pública de uma posição de carácter técnico ou científico (ainda que essa posição incida valorativamente sobre práticas de entidades concretas), fruto, justamente, de saberes científicos ou técnicos, produzida em contexto académico ou profissional, ou ainda em fora mais vastos, como o dos meios de comunicação social, possa ser condicionada de forma administrativa, judicial ou penal. A acontecerem, estas situações revestem-se de extrema gravidade, por colidirem violentamente com a Lei nacional e com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado Português e por uma parte significativa da comunidade internacional, designadamente no espaço geográfico e cultural em que Portugal se insere.

Acrescem os códigos e procedimentos deontológicos e éticos decorrentes do exercício profissional, que no caso de organismos de direito público (as chamadas “ordens”) directamente vinculam os seus membros, e nos restantes casos podem e devem ser sempre usados como suporte das posições técnicas assumidas em sede de relação laboral ou equivalente, seja ela pública ou privada. Assim acontece em especial quanto a profissões ou sectores de actividade para os quais existam códigos internacionais sedimentados, nos quais se revejam as comunidades respectivas, em amplas áreas geográficas, como é o caso do ICOMOS e do ICOM. Estes dois organismos possuem documentos internacionais, no caso do ICOMOS a “Declaração de Compromisso Ético para os membros do ICOMOS” (mas também a “Carta de Veneza” com os seus desenvolvimentos e as Convenções da UNESCO) e no caso do ICOM, o “Código Deontológico dos Museus” que constituem uma espécie de cartas magnas, vinculativas dos seus membros e de todos os intervenientes nos sectores respectivos, sejam os do património ou o dos museus. Tanto o investigador como o especialista, mesmo quando no exercício de actividade regida por normativo contratual específico, deve sempre sentir-se obrigado não apenas ao exercício das suas liberdades e direitos, e ao respeito da Lei, como à observância dos princípios deontológicos e éticos da sua actividade, que envolvem obviamente princípios científicos e técnicos fruto da evolução do conhecimento ratificado internacionalmente. Se o fizer no âmbito do exercício de funções públicas, estes deveres tornam-se ainda mais prementes, pela natureza própria do que socialmente se exige do Estado e do seu aparelho administrativo, a que apenas cumpre servir o bem comum, se falamos em termos éticos, e do interesse público, se falamos em termos jurídicos.

A emissão de pareceres científicos ou técnicos constitui, neste contexto, um exercício de liberdade especialmente responsabilizante, mas por isso também não subordinável a quaisquer considerandos contrários, ou sequer somente diversos, dos da consciência do agentes envolvidos, baseados no seu pessoal e irredutível entendimento do “estado da arte” e das “boas práticas” nos respectivos campos disciplinares. Qualquer pressão em sentido adverso, deve ser rejeitada e, quando necessário, denunciada hierarquicamente, às estruturas associativas do sector relevante e ainda publicamente, em casos extremos e sempre no respeito pelos preceitos prudenciais eventualmente estabelecidos em sede deontológica.

Importa ainda defender estes princípios no quadro da defesa do reforço da qualificação e capacidade operacional da Administração Pública. A diminuição da autonomia dos técnicos na emissão dos pareceres que lhes sejam cometidos, constitui um poderoso elemento facilitador da captação do aparelho do Estado por parte de interesses particulares, e logo potencialmente lesivos do bem comum e do interesse público, sejam eles patrocinados directamente ou através de agentes intermediários. Ora, sobretudo num contexto em que as ideologias do “menos Estado” vêm fazendo o seu caminho, importaria que delas se retivesse a também defesa do “melhor Estado” – e não de um Estado deserto e dependente, um Estado de onde os mais qualificados tenham saído ou sejam ignorados e todos vejam diminuídas as suas margens de intervenção técnica, um Estado a que se impede fazer e de que se retira até e na prática a capacidade fiscalizadora, qualificada e independente. Ora, por acção ou por omissão, consciente ou inconscientemente, é este o perigo ou por vezes até já a situação real que vimos enfrentando em alguns casos em Portugal, e desde há vários anos, na área do Património Cultural e dos Museus, como aliás e a título meramente exemplificativo se revela em recentes episódios relacionados com a exportação ilegítima, ou mesmo ilegal, de bens móveis, ou com a defesa do património cultural subaquático e a consequente denúncia dos “caçadores de tesouros”.

Finalmente, convém sublinhar que as liberdades de parecer científico e técnico, indicadas anteriormente, devem incluir obrigatoriamente a possibilidade de erro. A ciência é, por excelência, o domínio do contingente. Nenhum investigador, nenhum especialista se deve auto-limitar no exercício da sua liberdade técnico-científica pelo receio de poder errar, se actuar exclusivamente em nome da sua consciência, cívica, científica e técnica, de acordo com o saber disciplinar do aqui e agora em que se pronuncia, conjugado com o seu percurso pessoal e as qualificações que lhe sejam legitimamente exigíveis no exercício das suas funções.

O princípio indicado, perspectivado no âmbito da relação laboral, é igualmente válido em sede de contencioso judicial. Neste plano, deve em especial atender-se a que o direito ao “bom nome” e a outras prerrogativas directamente conectadas, tendo por sujeitos passivos pessoas, empresas e demais instituições, públicas ou privadas, não pode nunca constituir álibi para a instituição de poderes de censura científica ou técnica. A invocação explícita de normativas nacionais ou internacionais, de boas práticas científicas e de códigos deontológicos, desde que adequada a cada situação concreta, deve sempre prevalecer sobre quaisquer outros considerandos.

Tenhamos sempre presente, investigadores e técnicos, empregadores e tutelas administrativas, órgãos do poder legislativo, executivo e judicial, que o exercício da liberdade, e de todas as liberdades e direitos concretos, constitui amiúde um risco, mas um risco que vale a pena correr, devendo por isso, ser incentivado e protegido.


As direcções do ICOM Portugal e do ICOMOS Portugal, em 25 de Março de 2014.
 

 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Autarquia ratifica por unanimidade percurso do Caminho de Santiago no concelho de Barcelos

Legitimar de forma oficial e inequívoca os traçados do percurso designado “Caminho Central Português de Santiago” é o objetivo central da proposta aprovada na reunião do executivo municipal na passada sexta-feira, dia 14 de março. Sendo um agente de promoçã
o e salvaguarda do Caminho, o município de Barcelos assume, assim, um papel preponderante nesta temática.
A proposta, que foi aprovada por unanimidade, é estruturante para o desenvolvimento e proteção do Caminho de Santiago no seu curso pelo concelho de Barcelos, uma vez que, até à data, nunca foi formalmente estabelecido o traçado do Caminho de Santiago por Barcelos.
Para a definição do percurso dentro dos limites do concelho de Barcelos, o município recorreu à investigação histórica e à tradição secular que colocam o concelho como uma referência incontornável do Caminho Central de Santiago, pois nele convergem elementos patrimoniais, arquitetónicos, culturais, toponímicos, entre outros.
Com base nestes dados, foi elaborado um documento (em anexo) que sustenta a proposta que foi aprovada pelo executivo, com o objetivo de “consolidar o traçado do Caminho Central Português a Santiago no seu percurso pelo concelho e pela cidade de Barcelos; contribuir para a estabilização dos percursos do Caminho Central Português enquanto tronco da rede viária jacobeia portuguesa; reforçar o papel do município de Barcelos, enquanto agente da promoção e salvaguarda do Caminho Central Português a Santiago”.
A ratificação dos Caminhos permitirá, ainda, que as instituições que têm a seu cargo a salvaguarda, defesa, proteção, valorização e manutenção dos percursos por Barcelos tenham uma base de trabalho idónea e sufragada pelos representantes do município.

Fonte: LOCAL.PT

quarta-feira, 12 de março de 2014

ACTUALIZAÇÃO

Foi efectuada a actualização da página "Albergue de Peregrinos".
Em breve haverá mais novidades neste capitulo. > Ver

Bom Caminho.

terça-feira, 11 de março de 2014

Albergue de peregrinos abre no sábado em Coimbra


©Alexandre dos Santos Rato

A Confraria Rainha Santa Isabel inaugura no sábado, em Coimbra, um albergue que pode alojar até 14 peregrinos e, apesar de estar focado nos peregrinos do caminho de Santiago de Compostela, também está "ao dispor" dos de Fátima.

O albergue irá funcionar na casa do sacristão da igreja com o nome da padroeira, que se situa no Mosteiro Santa Clara-a-Nova, e, apesar de a lotação ser para "14 pessoas", recorrendo-se a colchões e sofás cama, "podem-se albergar mais algumas", explicou António Rebelo, presidente da confraria.
A Igreja Rainha Santa Isabel pertence à rota dos caminhos de Santiago, sendo a inauguração do albergue uma forma de recuperar "o espírito de peregrinação" da padroeira, que "sempre procurou ajudar os peregrinos", disse à agência Lusa António Rebelo.
A casa do sacristão, segundo o responsável, "já estava preparada", apenas foi necessário um "investimento de cerca de três mil euros" em colchões, beliches, mesas e instalação do gás, entre outras despesas.
O presidente da confraria sublinhou que a Igreja Rainha Santa Isabel já "recebe muitos peregrinos que solicitam o carimbo na credencial" de peregrinação dos caminhos de Santiago, sendo que, com o albergue, serão aprofundadas "estratégias de turismo religioso".
"O número de albergues tem vindo a crescer" e o albergue que vai ser inaugurado "resolve uma lacuna que existia numa cidade tão grande como Coimbra", constatou António Rebelo, frisando que o caminho português de Santiago de Compostela "é também realizado por estrangeiros que aterram em Lisboa e fazem o caminho" a partir da capital portuguesa.
Até 1911, era a hospedaria do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova que albergava "os peregrinos de Santiago e os peregrinos que vinham às festas da Rainha Santa", contou.
O presidente da confraria avançou que, numa fase posterior, há a "intenção de recuperar as antigas valências da hospedaria" do mosteiro.
O preço da estadia no albergue é dez euros por noite, de forma "a compensar os gastos", informou.

Fonte: Lusa 11 Mar, 2014, 10:07

Nace la Fraternidad del Camino, de ámbito mundial

Su sede estará ubicada en la Cidade da Cultura // Integran la misma especialistas de países como EE.UU, Japón o Brasil

La Ruta Jacobea es cada vez más universal. Buena prueba de ello es la recientemente constituida Fraternidad Internacional del Camino de Santiago, de ámbito mundial y que aglutina a especialistas de países como Estados Unidos, Japón, Brasil, Colombia, Italia, Alemania, Francia, Portugal y España, entre otros. La entidad tendrá su sede en Compostela, concretamente en la Cidade da Cultura, donde será presentada oficialmente el próximo día 27 de este mes.
Según adelantó a EL CORREO el investigador José Antonio de la Riera, uno de los promotores del proyecto, se ha conseguido aglutinar a gente de todo el mundo, para abordar el Camino como un tema global. Hasta ahora, señaló, "se ha venido trabajando por parcelas y eso es un grave error".
Para el ex presidente de la AGACS, después de Elias Valiña, el cura de O Cebreiro que revivió el fenómeno de la peregrinación, la Ruta requiere una actuación conjunta en materias como la señalización, hospitalidad, infraestructuras, masificación, entre otras.
Presidida por la investigadora italiana afincada en Cee Carmen Pugliese, la asociación aglutina a personas de muy distintos perfiles. Entre ellas están desde hospitaleros como el Padre Blas, hasta conocidos investigadores como el profesor itliano Paolo Caucci; presidentes de Cofradías del Apóstol, como la brasileña Clinete, o el estudioso portugués Alex Rato. Integran igualmente ya la relación de asociados otros especialistas como el francés Jean Claude Bennazet y George Greenan, presidente de la Asociación American Pilgrins (EE.UU.).
De España, además de De la Riera, han decidido formar parte ya del colectivo el investigador y escritor Antón Pombo, el profesor de la Universidade de Santiago Miguel Taín, Francisco Singul, Elixio Rivas, entre otros.
En palabras de José Antonio de la Riera la finalidad común del proyecto es "la salvaguarda del espíritu tradicional del Camino, la ayuda mútua, y el poder contar con una voz única ante las administraciones en defensa de dichos valores tradicionales".
 
Fonte: El Correo Gallego

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Raio destrói Santuário da Virgem da Barca na Galiza

JN
O Santuário da Virgem da Barca, em Muxia, na Galiza, ficou completamente destruído pelas chamas, depois um transformador elétrico ter sido atingido por um raio, no dia de Natal, tendo incendiado o histórico templo espanhol, referência para quem faz o Caminho de Santiago.
As chamas dentro da igreja começaram, na madrugada do dia de Natal, na sacristia e rapidamente alastraram pelas traves de madeira da nave central, deixando o edifício do século XII "totalmente destruído", contou o presidente da câmara de Muxía, Félix Porto, ao jornal "El Mundo".
Apesar dos esforços dos bombeiros de vários municípios vizinhos, pouco se conseguiu fazer para travar as chamas e evitar a destruição da igreja situada junto ao mar, naquela que é conhecida como a "Costa da Morte".
Apesar dos estragos, a importância da igreja levou Junta da Galiza a anunciar que vai tentar reconstruir o histórico templo "custe o que custar", afirmou o presidente Alberto Núñez Feijoo, de visita ao monumento atingido pelas chamas.
Será agora necessária "uma inspeção mais profunda", mas as primeiras indicações apontam para que "não haja nenhum dano grave nem na cúpula, nem nas paredes", revelou à "La Voz de Galicia" o subdiretor de conservação da Direção Geral de Património, Manuel Chaín.
O santuário da Virgem de Barca é lugar de peregrinações desde o século XII e local de celebração de uma das romarias mais emblemáticas da Galiza.
Veja o Video

 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

* * * I N F O R M A Ç Ã O U R G E N T E * * *

Zonas mais vulneráveis
Face às previstas condições meteorológicas adversas pedimos aos peregrinos que tomem as devidas precauções principalmente nas zonas historicamente vulneráveis como nos concelhos ribeirinhos de Azambuja; Santarém e Golegã onde poderá existir a subida do nível das águas do Rio Tejo.
Nas zonas de bosques e floresta pedimos atenção ao facto da possibilidade da queda de ramos e arvores.
Antes de iniciar mais uma etapa consulte os Serviços Meteorológicos ou dirija-se a uma corporação de Bombeiros Voluntários para saber da situação.
Recorde-se que o mais importante é a sua segurança!
Bom caminho.
 
 

sábado, 30 de novembro de 2013

Info: Albergue de Redondela encerrado

Albergue de Redondela

 A S.A. de Xestión do Plan Xacobeo informa, que o albergue de Peregrinos de Redondela (Pontevedra) permanecerá fechado o próximo dia 2 de Dezembro devido a trabalhos de manutenção que se vão realizar nas suas instalações.

La S.A. de Xestión do Plan Xacobeo informa, que el albergue de Peregrinos de Redondela (Pontevedra) permanecerá cerrado el próximo día 2 de diciembre, debido a las labores de mantenimiento que se van a realizar en sus instalaciones.
Bom caminho.

domingo, 29 de setembro de 2013

Encerra Albergue de Águeda

Devido a venda do imóvel em que se encontrava instalado encerrou o Albergue do Artista e do Peregrino (Águeda) que era gerido pela Associação U Mosquito, que partilhava as instalações com a Associação Cultural d’Orfeu.
As associações estão a procurar soluções alternativas para a instalação do mesmo.
Daqui gostaríamos de lançar o repto a Câmara Municipal de Águeda em nome dos peregrinos para ajudar a encontrar uma solução... definitiva.
A
Associação U Mosquito e aos seus voluntários os nossos parabéns em nome dos peregrinos pelo trabalho, empenho e dedicação. 
Aguardamos boas noticias!

Aos peregrinos informamos que a alternativa passa a ser novamente os Bombeiros Voluntários de Águeda e as pequenas pensões existentes.
 
Ultreia e Sus Eia!

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

INFORME: NOVO ITINERÁRIO DE PEREGRINOS ORBENLLE - PORRIÑO

Poste da Xunta derrubado
ATENÇÃO!!!

Este é o novo itinerário para o Caminho Português entre Orbenlle e Porriño, itinerário marcado pela Xunta de Galicia e pela  AGACS - Associación Gallega Amigos do Camiño de Santiago. Ele ignora a infernal Zona Industrial das Gándaras e a estrada N-550. É um novo caminho marcado por peregrinos para peregrinos. 
Setas apagadas a vermelho
Todo o itinerário é marcado com Setas indicadoras da Xunta de Galicia, e Setas Amarelas pela AGACS. Preste muita atenção nestes dois pontos:

1) No início do percurso, nas primeiras casas em Orbenlle, a Xunta de Galicia colocou um grande cartaz em sete línguas. O caminho segue aqui pela esquerda, por um belo bosque.
Imprima e leve!
2) A entrada para a mágica margem do rio Louro começa depois de passar o túnel sob a rodovia. Vire imediatamente à esquerda após o túnel!

Infelizmente, alguns empresários locais estão a apagar ou mudar as nossas setas nestes dois pontos, e a pintar novas setas ao longo da N-550 - o que envia os peregrinos ao longo de uma longa rota só por benefício económico próprio.

Preste mais atenção a estes pontos.

Bom CAMINHO!
Ultreia e Sus eya! 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Print para Levar: "ITINERÁRIO PARA PEREGRINOS ORBENLLE - PORRIÑO"

Print para Levar
Se vais percorrer o Caminho Português utiliza o novo"ITINERÁRIO PARA PEREGRINOS ORBENLLE – PORRIÑO : PELO ENTORNO NATURAL DAS GÂNDARAS E RIO LOURO".
Este itinerário alternativo vem colmatar a passagem por aquele que é o maior "ponto negro" do Caminho Central Português na Galiza, a zona Industrial das Gandaras e a N550 na zona de O Porriño.
O trajecto investigado, delimitado e sinalizado pela A.G.A.C.S. - Asociación Gallega Amigos do Camiño de Santiago está oficializado (e também sinalizada) pelo Xacobeo da Xunta da Galicia.
Para não ter perderes oferecemos-te este folia de informação com a cartografia e a descrição do itinerário.

Sempre no Caminho!

   

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

AGACS APRESENTA ALTERNATIVA AO POLIGONO INDUSTRIAL DE AS GANDARAS


Passou ontem a estar disponível para ser percorrido o "ITINERÁRIO PARA PEREGRINOS ORBENLLE – PORRIÑO : PELO ENTORNO NATURAL DAS GÂNDARAS E RIO LOURO", itinerário alternativo que vem colmatar a passagem por aquele que é o maior "ponto negro" do Caminho Central Português na Galiza, a zona Industrial das Gandaras e a N550 na zona de O Porriño.
Este projecto da AGACS contou desta a primeira hora com o apoio dos técnicos de Património e do Xacobeo da Xunta de Galicia, que compreenderam desde a primeira hora este projecto coordenado por José Antonio de la Riera que contou com a a colaboração de Manuel Garrido e Luis Freixo na investigação, documentação e no trabalho de campo e com o levantamento fotográfico realizado por Manuel G. Vicente.
Este é mais um trabalho de peregrinos para peregrinos à boa maneira da AGACS e dos seus sócios.
 





Recordamos que é da responsabilidade da AGACS os trabalhos de investigação; delimitação e sinalização os seguintes trajectos do Caminho Central Português a Santiago:

  • Tui - Santiago (1992-93); 
  • Ponte de Lima - Tui (1995) com a colaboração da Associação de Valença dos Amigos do Caminho de Santiago;  
  • Lisboa - Porto (2002-2006);
  • Lisboa - Porto (2011) recuperação do Caminho Medieval pela serra de Negrelos.
 
SEMPRE NO CAMINHO
Ultreia e Sus Eia!


Informação disponível

Português > Clique Aqui
Espanhol > Clique Aqui

  

sábado, 3 de agosto de 2013

Para quem está a pensar ir... vai ou foi... Romeiro ao Lonxe

Para que te recordes que o Caminho não é Divertimento... não é Turismo... não é Religião
O Caminho é um espaço de Espiritualidade, Humanidade e Cultura onde a Fé dos Homens nos faz livres.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

PJ detém suspeito de tentar violar peregrina que ia para Santiago


A Polícia Judiciária deteve esta quinta-feira um homem indiciado por tentar violar em Vila do Conde, na manhã de quarta-feira, uma peregrina que se dirigia a Santiago de Compostela.
Um comunicado da Diretoria do Norte da PJ explica que a vítima, de 30 anos, foi "dominada violentamente pela força física do arguido".
O suspeito "só não concretizou o crime por a ofendida se ter debatido e logrado fugir do local, apesar dos ferimentos que sofreu", acrescenta.
O homem, de 40 anos, com antecedentes criminais pela prática de outro crime - neste caso de incêndio -, aguarda ainda o primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.

In: JN

domingo, 23 de junho de 2013

S. Pedro de Rates: Exposição "Olhares mo Caminho de Santiago"


A Exposição de Fotografia "OLHARES no Caminho de Santiago" estará patente no espaço do Ecomuseu de Rates, junto ao Albergue de Peregrinos de S. Pedro de Rates, de dia 30 de Junho a 28 de Julho.

As fotografias que compõem a exposição são da autoria dos fotógrafos Delmi Alvarez, Fernando Bellas, Tino Martinez, Javier Teniente, Xulio Vilariño e Tino Viz.

Albergue de Peregrinos de S. Pedro de Rates
Rua de Stº. António, 189 - S. Pedro de Rates (Póvoa de Varzim)

Horário

Sábados e Domingos das 15:30 às 20:00;
Segunda a Sexta das 15:30 às 18:00.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Valença com Posto de Atendiment​o aos Peregrinos para Santiago

© Local.pt
Um novo espaço de acolhimento e ajuda aos peregrinos para Santiago foi criado, na Av. Miguel Dantas, no percurso do Caminho Português, na cidade de Valença, pela Câmara Municipal.
O espaço disponibiliza um serviço de informação turística aos peregrinos sobre os Caminhos de Santiago, bem como a oferta que Valença apresenta em termos patrimoniais, culturais, recreativos, desportivos, unidades hoteleiras e restauração.
O Posto de Atendimento ao Peregrino pretende ser um espaço de acolhimento, apoio e informação complementar à Loja de Turismo, na Fortaleza e ao Albergue dos Peregrinos de São Teotónio.
A par do Posto de Atendimento ao Peregrino a autarquia valenciana criou um circuito alternativo que proporciona a visita à Fortaleza, bem como reforçou a sinalética e a informação turística ao longo dos percursos que atravessam o concelho. Medidas complementadas com o alargamento dos horários de funcionamento do Albergue de São Teotónio.
Os Caminhos de Santiago são uma referência de Valença, a capital do Caminho Português para Santiago de Compostela. Ao longo de 2012 passaram por Valença 25628 peregrinos, um volume significativo com as mais diversas proveniências, nomeadamente portugueses, espanhóis, franceses, italianos e brasileiros.
Valença é o ponto de confluência, a Caminho de Santiago, dos percursos do Caminho Central e do Caminho da Costa, percursos que integram o Caminho Português para Santiago de Compostela.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara de Valença “Este espaço vai projectar a oferta turística de Valença, uma cidade onde se sente o espírito dos Caminhos de Santiago”. 

Fonte: Local.pt

domingo, 19 de maio de 2013

Comboio Porto e Vigo sem paragens a partir de Julho

© JN.Pt


A novidade foi anunciada, esta segunda-feira, na XXVI Cimeira Luso-Espanhola, em Madrid, onde os governos dos dois países se congratularam com a introdução de um comboio directo diário entre Porto e Vigo nos dois sentidos e de um bilhete único nessa ligação ferroviária, a partir deste verão.
"[Portugal e Espanha] felicitam-se pelas melhorias acordadas no sector do transporte ferroviário de passageiros [...] e manifestam o compromisso de ambos em agilizar os recursos disponíveis que permitam finalizar a electrificação de todo o trajecto até 2016", refere a declaração final da cimeira.
Segundo declarou ao JN o ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, os últimos detalhes estarão ainda a ser acertados entre a CP e a Renfe, mas já é certo que o serviço directo começará a ser efectuado dia 1 de Julho, mantendo-se, pelo menos, uma das actuais ligações com paragens ao longo do percurso.
Garantiu que, de acordo com estudos efectuados, a Linha do Minho se encontra "preparada" para o comboio que se pretende implementar e que as decrepitas composições que nela circulam serão modernas e confortáveis. O objectivo é que a conexão Porto-Vigo evolua até 2016 para um Intercidades, que ligue as duas cidades em cerca de hora e meia. [...]»


Fonte: JN

sábado, 27 de abril de 2013

INFO: Preços dos Albergues da Xunta da Galiza

Informamos os peregrinos que o valor a pagar pela pernoita nos Albergues da Xunta da Galiza passa, a partir do dia 1 de Maio de 2013, a ser de 6 (Seis) Euros.

domingo, 7 de abril de 2013

Parabéns!


Fez um ano que nasceu a Associação Ventos Peregrinos - associação de hospitaleiros -, que gere o albergue de S. Pedro de Rates.

Os nossos votos de um Feliz Aniversário e continuação de um bom trabalho.

Ultreya e Suseia!